sábado, 1 de outubro de 2011

Antônio.

Santo nome que irradia em mim, que cerca meus dias, minhas horas,
Segundos, minutos, sussurros,
Como um sopro ao vento...
Jato de luz...
Num destino rumo ao infinito...
De distantes sonhos...
António, António,
Seus sonhos que a mim revelam,
Levam-me a felicidade,                                                                                                                  
Não sei se cedo ou tarde,
Apenas mantenha vivos meus sonhos,
Que nos braços do menino Jesus, eu siga meu destino certo,
Que levam a tal felicidade em ter meu amor por perto,
Eu te darei glorias e louvores a cada instante de amor...
E se eu estiver dormindo,
Não desperte meus sonhos, por favor...

                                                     Rosana de Sá Lara.

Beijo.

Não depende de mim o beijo, da sua boca sim o desejo,
Não, só minha boca te busca, mas tua boca me completa,
Não sou eu a sapeca, nem tão moleca,
A sua boca quem me pega,
Não beija a mim, a testa,
Beija-me a boca na pressa,
Devora-me a mim a boca,
Não me busca as peças, a roupa,
Não sou eu que te devoro como louca,
É sua boca, quem me faz de tola,
Não só eu que te mordo os lábios,
Mas tua boca me beija todos os lados,
Não sou eu que me calo agora,
É você que me beija e vai embora,
Boca minha, lábios meus, segue aqui, meus apelos,
Junte em mim, tua boca,
O nosso amor, ao zelo,
Cola em mim, tua boca, como colam as cartas, os selos...
Rosana de Sá Lara.

Lua.

Pergunte a lua porque tão distante, porque tão só e brilhante,
Tão alto o seu céu,
Porque tão radiante beleza,
Tão pequeno seu nome,
Porque não tem sexo, nem mulher, nem homem,
Porque prata, não ouro,
Porque tão forte,
Nem sul, nem norte,
Porque, não azar, mas sorte,
Porque paixão, não romance,
Porque de noite, não dia,
Porque sinônimo de nostalgia,
Porque tão cheia de sonhos,
Tantos enganos,
Porque lua, de planos,
Porque transparente como véu,
Tantas perguntas sem respostas,
Porque tantas respostas sem nexo,
Porque da lua os versos,
Porque tão redonda, tão plana,
Tão vaga, não constante,
Tão oculta em seu ser,
Porque tão extraterrestre,
Porque, nova, não minguante?
Às vezes tão cheia como antes,
Porque sempre tão parada,
Porque a lua é prata?
Tão majestade no céu,
Tão infinito seu valor,
Tão lua sem respostas,
Porque lembra o amor,
É Deus, Lá no céu?
Quem não sabe aposta,
Porque não só minha,
Mas Nossa...

Rosana de Sá Lara

Casal.

Olhares,
Não mais que olhares,
Vagos na noite,
Você guardado, no peito,
Na mente, nos sonhos
No melhor de mim.
Olhares apenas olhares
Você com certeza,
Minha fortaleza...
Perdida em olhares constantes,
Nos dois somos mais que amantes,
É a junção da alma,
Do corpo,
Do amor,
Sem sombras de duvidas.
Não existe, outro alguém,
Só eu e você,
Entre olhares circunstancias
Nada nos importa mais,
Nos dois somos mais que tudo isso,
Somos a raiz, o caule, a flor,
Somos-nos a conjunção do amor,
Somos a natureza, a raça, cor,
Somo-nos o povo amor,
Somos Deus, a Fe,
O bule, o café,
O homem, a mulher,
O garfo, a colher,
A faca que corta, o guardanapo, ao lado,
Somos a mesa bem posta,
A refeição,
A luz da vela, que ilumina,
Somos o ouro da mina,
Somos as mãos dadas,
Somos,
Das flores, a dália,
Somos dos esforços a medalha,
A cama, o sofá, a sala,
Somos o amor incondicional,
O encontro, nada casual,
Somos um casal...

Rosana de Sá Lara.