quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sim...

Coloca-me no dedo o anel ,
Na cabeça o véu,
O vestido mais lindo,
No semblante o sorriso,
Aos meus pés o pedido,
De te amar para sempre,
Torna-me feliz por toda uma vida,
Cumpra nosso destino,
Cubra-me de carinho,
Cubra-me de rosas o caminho,
Construa em nos o ninho,
Jura-me amor eterno,
Use o mais lindo terno,
Leva-me em seus braços.
Leva-me ao paraíso,
Tome de vez juízo,
Deixe pra traz o resto,
Fique sempre por perto,
Torne nosso amor perpetuo,
Deixe que Deus nos abençoe,
Realize nossos desejos,
Deixe pra traz os receios,
Olha me os olhos,
Dei-me em fim o beijo,
Torna-me sua,
Deixe-me viver ao seu lado,
Dei-me seus braços,
Siga-me...
Permaneça em mim,
E eu te digo,
Sim...

Rosana de Sá Lara.

Tentei...

Eu sei, eu já tentei,
E não consegui fugir,
Eu desliguei o telefone varias vezes,
Eu me iludi,
Eu vi o seu sorriso,
E me entreguei,
Eu fiz mil promessas,
Depois paguei,
E caio em seus braços outra vez,
Tantas vezes fui fraca,
Roguei-te tantas pragas,
Desculpei-me,
Eu roguei a Deus em seu nome,
Eu troquei ate o numero do telefone,
Arrependi-me, depois voltei,
Tantas vezes pequei,
Eu calada, te desejei,
Chorei.
E sem você, quase morri,
Eu quase consegui,
Não resisti, e de novo me entreguei,
Deus, eu me pergunto,
Porque tão forte tal sentimento,
Porque tão distante nosso momento,
Tantas palavras ao vento,
Porque tão presa estou,
Porque sofro eu de amor.
Porque os sonhos me são distantes,
Porque apenas amantes,
Não te quero apenas por minutos,
Nem tampouco horas, nem segundos,
Quero amar- te para sempre,
Correr em suas veias,
Circular no seu corpo,
Dar vida aos teus sentidos,
Entregar-me ao destino
Ser parte de você,
Tocar-te a pele,
Possuir tua alma,
Eu tentei não consegui,
Teu coração atingir,
Eu tentei fugir...
Mas volto sempre a você,
Mesmo assim...

Rosana de Sá Lara.

Insonia.

As horas passam,
A mente não descasa,
A insônia me acompanha,
Tomo chá,
Como bolachas,
Vejo TV, sessão coruja,
Não mas não encontro você,
Chamo-te ao telefone,
Não me responde,
Envio-te torpedo,
Não sei pra onde,
Onde esta você,
Talvez num bar bebendo,
Ou numa partida de futebol,
Será que pensa em mim,
Ou não esta nem ai...
A insônia segue a madrugada,
Sem respostas, sem nenhuma palavra,
 E você amor,
Que te passa,
Amanhã estou certa, de que me bate a porta depressa,
Talvez não esteja eu tão disposta,
 Na noite de sono que perdi sem tua resposta...
Desculpe amor vou dormir talvez esta seja minha melhor resposta...

Rosana de Sá Lara.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Amo-te...

Amo-te como o último suspiro,
Degusto tua pele, como manjar dos deuses,
Me farto em seus beijos,
Alimento todos os seus desejos,
O amanhã nunca chega,
O futuro é tão vago,
 Tantas vezes me calo,
Jogo-me em seus braços,
Só para não perder o instante mágico,
A junção de nós dois,
O momento sublime,
O atalho, ao amor,
Amo-te apenas,
Sem cobranças,
Vivo das lembranças,
Atendo os caprichos da alma,
Enrosco-me em você,
Deixo de ser eu,
Digo adeus,
E volto quantas vezes necessárias,
Amo-te tantas vezes mais,
Só para estar com você,
 Uma vez mais...
Rosana de Sá Lara.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O amor em si...

Ai o amor, aquele no na garganta,
O disparo acelerado do coração,
O calafrio,
O suor na pele,
A ansiedade dos fatos,
O medo de errar
A face pálida
Aquele brilho nos olhos,
A cor intensa das flores,
O vento forte das estações,
O tom da voz,
O toque das mãos,
A magia do amar,
O beijo ardente,
O sorriso dos dentes,
O brotar das sementes,
O der repente,
A melodia das canções,
As vibrações,
O amor e suas ações,
O amor,
Menino travesso,
Vira-te do avesso,
Vira-te as costas,
Volta te beija,
Deseja-te,
Se rende,
Prende-te,
Respira-te,
O amor te guia,
Ilude-te,
Te arredia,
Guia-te,
O amor explosão dos fatos,
O amor de fato,
A palavra em fim,
Toma conta de mim,
O amor simplesmente, assim,
O amor em si...


Rosana de Sá Lara

Bolhas...

Bolhas e borbulhas do amor,
Submersas nas águas, nos sais,
O amor e seus ais,
De branca espuma,
Na taça de vinho,
O amor no seu ninho,
O jantar à dois,
Os beijos do depois,
A doce, despedida,
A luz do novo dia,
A chama acesa,
À volta, a certeza,
O amor seguro,
O olhar por cima do muro,
A Fé da alma,
O toque da pele,
A emoção a dois,
O sussurrar no ouvido,
Bolhas ao ar,
Nosso lar...
O flutuar das bolhas,
O seu amar...
Eu ao ar...

Rosana de Sá Lara.

domingo, 13 de novembro de 2011

Ata-me

Ata-me em teus braços
Como nó ao laço
Prenda-me em seus beijos
Envolva-me em seus desejos,
Prometa-me tudo,
Respire-me segundos
Ame-me agora,
Devora-me,
Deixe-me exausta no amor,
Diz que me ama,
Leva-me as nuvens,
Guie-me ao céu,
Coloque-me a boca o mel,
Ata-me e prenda-me agora,
Pare o relógio e as horas,
Deixe a vida correr,
Deixe o amor acontecer,
Deixa eu te querer...
Simplesmente te ter...
Ata-me eu a você.

Rosana de Sá Lara.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Em qualquer parte...

Deus esta em qualquer parte,
Nas obras, na arte,
Nas pegadas dos sapatos,
Nos traços das mãos,
Na angustia, na solidão,
Nos sorrisos,
Nos rostos vizinhos,
Na melodia, na canção,
No timbre do sino,
No silêncio da igreja,
No toque amigo,
Deus esta no coração,
Na porta aberta,
No tapete estendido,
Na planta ao chão,
No amor, na união,
Deus esta na paz,
Na nuvem branca,
Nos olhos da criança,
No aperto de mãos,
Nas palavras em vão,
Na noiva, no véu.,
No azul do céu,
Deus esta nas lembranças,
Nas lágrimas, na dor,
Nos versos, na poesia,
Na luz, nas trevas,
Nos sonhos, na fantasia,
Na noite, no dia,
Deus, esta na Fé de cada um,
No destino que nos espera,
No tempo que nos resta,
Deus nos ajuda e nos ensina,
A cada minuto de vida,
Deus esta aqui,
Deus esta em mim...


Rosana de Sá Lara.

Fim...

Dos cachos, o laço,
Dos beijos, o abraço,
Dos contos, o príncipe encantado,
Do vestido, a renda,
Dos desenhos, o traço,
Do sapato, a fivela,
Dos olhos o brilho,
Dos lábios, o sorriso,
Do coração, o pulsar
Dos pés, o caminhar,
Do destino, o acaso,
Das ruas, as pedras,
Da noite, o luar,
Do copo, o gole,
Das lembranças, o colo,
Do carro, a buzina,
Da solidão, o desejo,
Do medo, o receio
De Deus o milagre,
Das horas, os minutos,
Do amor, o absurdo,
De nos dois, a emoção,
Do som, a canção,
Das lagrimas a dor,
De você, o amor,
E tudo que representa pra mim,
Das palavras, o fim...


Rosana de Sá Lara.

sábado, 22 de outubro de 2011

Gotas Salgadas...

Eram gotas de dor,
Pequenas gotas salgadas deslizando da face rosada,
Gotas de saudade, de lembranças, na alma ate então, guardadas,
Inundavam meu ser, gotas descontroladas,
Esperanças perdidas, em gotas encharcadas,
Em um pequeno lenço as mãos,
Gotas de desilusão,de solidão,
Contidas durante tanto tempo,
Entre pétalas perdidas ao vento,
No breve momento de nós dois,
Gotas de despedida,
Jamais esquecidas,
Gotas salgadas,
Claras, raras, gotas de lamento,
De tanto chorar, de pranto,
De medo do amor,
Da saudade que ficou,
Das lembranças de nós dois...
Gota a gota do adeus...
Gotas dos olhos meus...

Rosana de Sá Lara.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Amarelo...

Amarelo ouro, amarelo cor,
Amarela vida, amarelo amor,
Amarelo planos, amarelo papel,
Amarelo sorriso, amarelo enganos,
Amarelo sol, amarelo luz,
Amarelo a cor que me conduz,
Amarelo girassol, amarelo selva,
Amarelo borboleta, amarela savana,
Amarelo a cor de quem ama,
Amarelo pijama,amarelo cama...
Amarelo claro, amarelo escuro,
Amarela parede, amarelo muro,
Amarelos beijinhos, amarelo rosas,
Amarelo pintinhos, amarelo ninho,
Amarelo abacaxi, amarelo banana,
Amarelo laranja, amarelo manga,
Amarelo vestido, amarelo temido,
Amarelo cupido,
Amarelo luar, amarelo olhar,
Amarelo destino, amarelo sino,
Amarelo a cor de quem deve esperar...

Rosana de Sá Lara.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pecado carnaval...

Você é minha fantasia,
Onde brilha a purpurina, onde me jogo na folia,             
Você é meu samba,
Meu carnaval,
Onde gasto as sapatilhas,
Você é meu povo,
Minha multidão,
Meu som.
Você enfeita meu céu,
De espuma e serpentina,
Você é minha alegria,
Meu trio elétrico,
Minha paixão repentina...
Você é meu calor,
Minha festa,
Meu corpo, meu suor...
A avenida de sonhos,
Das asas, meu anjo...
Meu carnaval perfeito,
Meu amor sem jeito,
Meu delírio carnal,
Meu pecado carnaval...

Rosana de Sá Lara.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O amor...

O amor é como um sapato novo, apertado, machuca
Mas você não desiste dele,
É como o mar, profundo,
Mas você nada nele mesmo assim,
O amor é como a sede no deserto,
Causa-te delírios,
É como Deus, você não vê,
Mas sabe que ele existe,
Acredita fielmente nele,
O amor é como uma isca,
Traz- nos presos a boca,
Através dos beijos,
É como enxaqueca,
Não tem hora certa pra chegar,
O amor é como trem ao trilho,
Você não consegue desviar o caminho,
É como andar no meio fio,
Um descuido, e pode ser fatal,
O amor está entre o bem e o mal,
Você não sabe bem o final,
É como o terremoto,
Faz tremer a terra a sua volta,
O amor é como a neve,
Irresistivelmente lindo,
Mas causa arrepios,
É como as nuvens no céu,
A qualquer hora o tempo pode fechar,
E dispersar suas nuvens,
É como a loteria,
Você não sabe qual e o bilhete premiado,
Mas aposta nele,
O amor tem só quatro letras,
Mas te gasta o alfabeto inteiro,
É como o Everest,
Tem que subir ao topo pra ver a beleza,
O amor é como prova de vestibular,
Cada questão uma duvida,
É como ouro,
Você pesa o seu valor,
É como o destino,
Você não o tem em suas mãos,
E mesmo o amor sendo incerto,
Você ama, e o quer sempre por perto...

Rosana de Sá Lara.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Beija-flor...

Beija flor, de flor em flor,
Atrás do pólen o liquido do amor,
Pequeno pássaro porém esperto,
Tem seu destino certo,
Bate as asas, voa em círculos,
Distribui seus beijos,
As mais lindas flores,
De tão lindo pássaro,
Vão – se com ele os olhares,
Bate - se as peta-las aos ares...
Beija flor,
Beija flores,
Beija todas as cores...
Contribui com a natureza,
Distribui beleza,
Incansável beija flor,
Ao céu azul,
Aos expectadores,
Que aplaudem de pé,
Seu mais lindo gesto de amor,
Beija flor,
Leva com ele, seus beijos de amor...
Flor em flor.

Rosana de Sá Lara.

Rosana.

As rosas não falam,
Apenas exalam seu perfume,
Exibem beleza, espalham nobreza,
Causam inveja e ciúme...
Mantêm seus espinhos, como defesa,
Protegem-se sozinhas na natureza,
As rosas,
De certo não precisam dizer nada,
Mantêm-se caladas,
Ofuscam os olhos,
Declaram aos nossos,
Os mais lindos versos de amor...
Rosas,
Frágeis, gentis, amáveis,
Romântica flor.
Ao meu nome te tenho,
Rosana, de mesmo significado, mesmo valor,
Rosa graciosa,
Rosa na cor, no amor,
Rosana em flor...


Rosana de Sá Lara.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quando o Amor Chegar...

Quando o amor chegar,
Quero estar de branco,
Refletida com a luz da lua, tão bela como aquela em minha janela,
Quero estar com os cabelos soltos, ao vento,
Viver somente o momento, sem sequer pensar no tempo,
Viver todo o sentimento...
Quando o amor chegar,
Sem menos se esperar...
Como a respiração,
No seu mais leve soprar
Com ele o beijo,
Transbordando desejo a alma
Quero estar com a mente pura,
Com o coração vazio,
Quero levar comigo o sorriso,
Apagar do tempo a amargura,
Não quero ter medo ou insegurança,
Quero ser eu por inteiro, sem fugir, sem agir feito criança,
Quando o amor chegar,
Vou estar frágil, indefesa,
De impulsos livres,
Viver o sentimento, forte e verdadeiro,
Viver dele, a beleza,
Quando o amor, e vai chegar...
Vou estar aqui, nesse mesmo jardim,
Vou dar minha alma, e um pouquinho de mim...

Rosana de Sá Lara 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Amei.

Pranchei os cabelos,
Contornei os olhos,
Pus nos lábios o batom,                                                    
O perfume que mais gosto,
Corri pro teu colo...
Se for só caso, não sei,
Se for namoro, nem pensei,
Só sei que amei,
O sapato mais lindo,
No cantinho da sala,
O casaco joguei num canto,
A musica do jota Quest.,
O tempo parado,
Você amor, a noite inteira nos meus braços,
Os brincos deixados de lado,
O colar na mesa ao lado,
Nos dois num só corpo,
A sede nos incomodava um pouco,
Entre um copo d’água e outro,
Nossos beijos nos sufocavam...
Depois de tanto tempo, me arrumando,
Os cabelos, os assessórios,
Nada disso importou,
Na noite mais linda de nós dois,
Nenhum carinho foi deixado pra depois...
O amor nos marcou...


Rosana de Sá Lara 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Violetas

Violetas, com suas pétalas perfeitas,
Beleza viva, alma pura da natureza,
Lilás, brancas, chamuscadas de cor,
Inestimável valor,
Prova de amor,
Violetas de luz,
Divindade, sensível leveza,
Medo de tocá-las,
De feri-las,
Desfazer, tal delicadeza,
Marcantes nos momentos mais sublimes,
Morrem em prol a felicidade de outros,
No pouco tempo que lhes resta,
Inesquecíveis no tempo,
De vozes mudas, modestas,
Nas palavras ditas às pressas,
Violetas de amor,
Violetas da cor,
Do tempo que nos correm as mãos,
A beleza, pobre violetas, nos restou...

Rosana de Sá Lara.

Outono

A folha que cai da árvore,
Deixa saudade do tempo florido,
As árvores secas, não escondem as marcas,
As sementes que caíram, não germinam agora,
A paisagem também já não é tão bela,
Fica apenas o ar triste,
Das flores lindas que já não existem,
Saudade da primavera,
Das ruas cobertas de flores,
Das ilusões, dos amores,
O cálido tempo do amor,
Dos coloridos tempos,
Do gostoso vento,
Do beijo ao relento,
Da brisa do mar,
Do passado tempo,
Flores ao vento, folhas ao chão,
O céu de estrelas,
Da lua cheia,
O outono presente,
A solidão recente,
Das flores, deixadas para trás,
De toda sua beleza, que não volta mais,
Onde esta a primavera...
Onde esta o amor,
Será que ele volta com ela?
Trazendo junto às flores que o tempo me levou...
Outono, sem enganos, sem você outra vez, amor...

Rosana de Sá Lara.

Beijinhos.

No jardim que fiz pra mim,
Nos beijinhos que plantei,
Escrevi teu nome bem ali,
Numa plaquinha que dizia assim...
O amor mora bem aqui...
Quantos beijinhos plantei, nem, sei,
Quantos beijinhos te dei nem contei,
Neste mesmo cantinho, quantas mil vezes eu chorei...
Beijinhos de muitas cores.
Entre beijinhos,
Entre sorrisos, fiz um improviso,
Trouxe de volta, seus suspiros,
Sem nenhum vaso por perto,
Plantei meus beijinhos ao chão,
Finquei suas raízes.
Como a mais linda prova de amor.
Estava La seu nome,
Nos beijinhos cercados por pedrinhas,
O amor, eu plantei...
Nos beijinhos lindos que te dei...

Rosana de Sá Lara.

domingo, 2 de outubro de 2011

Monalisa.

De fato já não me calo mais,
Já não escondo meus segredos,
Meus anseios,
Já não sustento, o sorriso, de Monalisa,
De fato, não suporto mais seus atos,
Já não calço os mesmos sapatos,
Nem dou as piadas, os gargalhos,
Já não me surpreende o orvalho,
Já não lamento tanto,
De fato sou mais forte,
Sigo em frente,
Acredito na sorte,
Não desperdiço minhas lágrimas,
Não te quero submisso,
Não busco compromisso,
O seu vai e vem, já nem ligo,
Não tenho aos meus olhos o mesmo brilho,
De fato, sigo o destino,
Não tenho tanto tempo assim,
Já me detém o cansaço,
Não sofro mais ao fracasso,
Tropeço, me levanto, caio,
O fato é que não tenho os mesmos anos,
Tampouco os mesmos planos,
Não cometo os mesmos enganos,
Não te vou mais aos braços, a jato,
Não me cabe ao quadro, a conquista,
Do sorriso, que tanto tempo mantive,
O tal sorriso de Monalisa...

Rosana de Sá Lara

sábado, 1 de outubro de 2011

Antônio.

Santo nome que irradia em mim, que cerca meus dias, minhas horas,
Segundos, minutos, sussurros,
Como um sopro ao vento...
Jato de luz...
Num destino rumo ao infinito...
De distantes sonhos...
António, António,
Seus sonhos que a mim revelam,
Levam-me a felicidade,                                                                                                                  
Não sei se cedo ou tarde,
Apenas mantenha vivos meus sonhos,
Que nos braços do menino Jesus, eu siga meu destino certo,
Que levam a tal felicidade em ter meu amor por perto,
Eu te darei glorias e louvores a cada instante de amor...
E se eu estiver dormindo,
Não desperte meus sonhos, por favor...

                                                     Rosana de Sá Lara.

Beijo.

Não depende de mim o beijo, da sua boca sim o desejo,
Não, só minha boca te busca, mas tua boca me completa,
Não sou eu a sapeca, nem tão moleca,
A sua boca quem me pega,
Não beija a mim, a testa,
Beija-me a boca na pressa,
Devora-me a mim a boca,
Não me busca as peças, a roupa,
Não sou eu que te devoro como louca,
É sua boca, quem me faz de tola,
Não só eu que te mordo os lábios,
Mas tua boca me beija todos os lados,
Não sou eu que me calo agora,
É você que me beija e vai embora,
Boca minha, lábios meus, segue aqui, meus apelos,
Junte em mim, tua boca,
O nosso amor, ao zelo,
Cola em mim, tua boca, como colam as cartas, os selos...
Rosana de Sá Lara.

Lua.

Pergunte a lua porque tão distante, porque tão só e brilhante,
Tão alto o seu céu,
Porque tão radiante beleza,
Tão pequeno seu nome,
Porque não tem sexo, nem mulher, nem homem,
Porque prata, não ouro,
Porque tão forte,
Nem sul, nem norte,
Porque, não azar, mas sorte,
Porque paixão, não romance,
Porque de noite, não dia,
Porque sinônimo de nostalgia,
Porque tão cheia de sonhos,
Tantos enganos,
Porque lua, de planos,
Porque transparente como véu,
Tantas perguntas sem respostas,
Porque tantas respostas sem nexo,
Porque da lua os versos,
Porque tão redonda, tão plana,
Tão vaga, não constante,
Tão oculta em seu ser,
Porque tão extraterrestre,
Porque, nova, não minguante?
Às vezes tão cheia como antes,
Porque sempre tão parada,
Porque a lua é prata?
Tão majestade no céu,
Tão infinito seu valor,
Tão lua sem respostas,
Porque lembra o amor,
É Deus, Lá no céu?
Quem não sabe aposta,
Porque não só minha,
Mas Nossa...

Rosana de Sá Lara

Casal.

Olhares,
Não mais que olhares,
Vagos na noite,
Você guardado, no peito,
Na mente, nos sonhos
No melhor de mim.
Olhares apenas olhares
Você com certeza,
Minha fortaleza...
Perdida em olhares constantes,
Nos dois somos mais que amantes,
É a junção da alma,
Do corpo,
Do amor,
Sem sombras de duvidas.
Não existe, outro alguém,
Só eu e você,
Entre olhares circunstancias
Nada nos importa mais,
Nos dois somos mais que tudo isso,
Somos a raiz, o caule, a flor,
Somos-nos a conjunção do amor,
Somos a natureza, a raça, cor,
Somo-nos o povo amor,
Somos Deus, a Fe,
O bule, o café,
O homem, a mulher,
O garfo, a colher,
A faca que corta, o guardanapo, ao lado,
Somos a mesa bem posta,
A refeição,
A luz da vela, que ilumina,
Somos o ouro da mina,
Somos as mãos dadas,
Somos,
Das flores, a dália,
Somos dos esforços a medalha,
A cama, o sofá, a sala,
Somos o amor incondicional,
O encontro, nada casual,
Somos um casal...

Rosana de Sá Lara.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mãe

Mãe, não é a que julga, mas a que leva a voz ao coração,
Não só consola, mas carrega o lenço as mãos
Mãe, não é só perdão, mas entende,cala, consente,
Às vezes, nos mente,pra nos proteger
Mãe em qualquer situação.

Não só amiga, mas companheira de todas as horas,
Mãe chama atenção, se esbravece, depois, pede um beijo, esquece,
Mãe, abraça, afaga,
Esclarece não guarda mágoas,
Mãe, não só palavra, mas mulher, na hora exata.
Defende, enfrenta,
Resolve os problemas a frente,
Mãe, não só amor,
Também nos respeita a dor,
Mãe sorri,
Alimenta nossos sonhos, mantêm o bom humor...
Mãe de peito aberto,
Não só nas palavras, nos versos
No errado, no certo, sempre por perto,
Mãe na Fé, no jeitinho que se quer,
Na mulher que existe em meu ser...
Nos meus filhos que hoje, vejo crescer.

Rosana de Sá Lara.

Alma Poeta.

 Eu fui pequena, fui criança, subi em arvores, escalei paredes,
Andei descalço, corri, brinquei de circo, de palhaço,
Comi pipoca, tomei refrescos, tomei muito gelado...
Aprendi a dar sozinha, meu próprio laço,
Fui adolescente, fui esperta, matei aulas, fugi da escola,
Tive muitos namorados,
Levei broncas, aprendi,
Eu sou adulta, já cresci,
De fato hoje sei bem o que faço...
Já amei muito, já sofri,
Tive filhos,
Comprei minha casa, bordei toalhas, algumas almofadas,

Tive muita Fe, depois perdi, rezei novamente, acreditei,
Eu fui feliz algumas vezes,
Eu conquistei, depois perdi,
Lembrei algumas vezes, outras vezes esqueci,
Tive sonhos, muitos pesadelos,
Usei saltos altos, sapatilhas,
Chinelos de dedos,
Subi no telhado, cai, sobrevivi,
Mas hoje, eu sei com certeza,
 Jamais amei alguém como te amei,
Algumas flores plantei, outras colhi,
 E de todas as coisas que escrevi,
Em tudo que vivi,
Jamais perdi a alma poeta que existe em mim...

Rosana de Sá Lara 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tempo...

O tempo perguntou pro tempo,
Se havia tempo pra nós dois...
E porque todo tempo que perdemos ficou pra depois,
E se todo esse tempo,
Não foi desperdício,
Porque o tempo não parou?
Durante todo o tempo, em que restou em nós o amor,
Porque tanto tempo se passou,
E porque nesse tempo,
O tempo não voltou...
Porque de tempos em tempos,
Andamos, fugindo, do tempo
Em que nasceu o amor,
O tempo em o tempo, não existia pra nós dois,
Porque tanto tempo, pra aceitar os sentimentos?
Se o tempo muda a toda hora,
Será que agora, há tempo pra nos dois,
Esquecermos do tempo,
Em que perdemos tanto, tempo,
Longe do amor...

Rosana de Sá Lara

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Migalhas...

Não as migalhas do amor,
O depois de nós dois,
Os anseios, os medos, segredos.
A ilusão do amanhã,
A insegurança dos fatos. O caso por acaso,
O calar consentido,
A palavra fracasso,
O abraço escasso,
Não a falta de planos,
O adeus, ao abandono, ao puro engano,
Não ao não sei se te amo,
No deixar rolar,
Ao vamos ver o que vai dar,
Não, mas não mesmo,
Aos erros,
Não a nós mesmos...

Rosana de Sá Lara.
                         

Perfeito...

Você tão perfeito, tão especial,
Tão fora de si,
Envolvente
Premeditado em seus atos,
Você tão amável,
Declarado culpado,
Você tão ao meu lado,
Ocultando segredos,
Você sem medo,
Na madrugada da noite,
Nos meus braços,
Tão calado,
Nos beijos mais quentes de nós dois,
Você no olhar,
Sem pressa pra ir embora,
No infinito tempo de nós dois,
Nas palavras mentirosas mais doces,
Você só meu,
Você, no antes, no agora, e depois...

Rosana de Sá Lara.

Amores.

Eu andei por ai perdida,
Na cidade dos sonhos, onde casais faziam seus planos, declamavam amor eterno,
Alguns chinelos de dedos, camisetas rasgadas,
Outros de noite de ternos,
 Algumas mulheres seguram suas flores, algumas sacolas que seguravam nas mãos os seus amores,
Eu perdida apenas via,
Os amores de seus amores,
E sonhava com o dia, também eu ali,
O amor me seguiria se com  sacolas, ou flores,
Há quanto tempo eu andei, não sei
Perdida nos sonhos que carreguei,
No amor perdido que não achei, no tempo que tão perdida fiquei,
Perdida no tempo que amei...

Rosana de Sá Lara

Deus

Senhor meu Deus, meu senhor,
A ti me cabe a vida, os anos vividos,
As experiências, a dor,
Todo meu ser,
As escolhas, o caminho a que segui,
A família, que fiz,
As poucas conquistas,
Os amigos,
As pedras que tropecei,
As preces que rezei,
Tudo que sou,
A ti senhor te cabe,
Todo o meu amor...

Rosana de Sá Lara.

Flutua

Flutua em mim tua pele,
Teu gosto, teu cheiro,
O toque das mãos,
A tua face,
Teus olhos,
Teu calor,
Flutua em mim,
A luz,
O amor...
E tudo que nele flutua,
Ao redor de nós dois.
Flutua na praia os barcos, o horizonte,
O canto dos pássaros,
A nuvem,
O ar,
Meu jeito de te amar,
Flutua em mim teu querer,
Teu poder,
A conquista de agora,
Nós dois passo a passo...

Rosana de Sá Lara.

Buquê

O buquê simples que caia em mãos,
Era uma prova de amor de outro alguém,
De especial momento,
Quase caído aos pés, atirado ao ar,
Nem tantas rosas havia ali,
Algumas pétalas, eu perdi,
No rastro, da felicidade,
Nas fitas ao vento, que a prendiam,
O tão pequeno buque,
De relance, e tão der repente,
Caia a mim sem porque,
Então me veio a mente...
Você.
No toque do mais lindo Buquê.

Rosana de Sá Lara.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

amado.

amado...

Não pertence a mim teu coração,
Na aliança carregada a Mao,
No amor sem futuro certo,
O erro de nos dois ao passado,
O amante perfeito, e amado,
No destino o laço bem dado,
Não te posso seguir seus passos,
Nem tão pouco, todo tempo te estar ao lado,
Nem te poço chamar de namorado,
Nem tão pouco te deixar abandonado,
Então responde meu Deus o que faço,
Se não foi a mim, o amante, o acaso,
Seguiam-se a mim cada passo,
O caso sem começo, sem fim,
O tão amante amado...

Rosana de Sá Lara.

Que chorem as rosas...

Que chorem as rosas ao cair, de pétalas em pétalas ao chão,
Do amor deixado, a ilusão,
Dos sonhos da alma em vão
De tão repentina dor,
A declaração, as prosas, os versos,
Das lagrimas agora esquecidas,
 De mim, em pedaços, em resto,
Aquele único homem, que amei, levou com ele meu coração,
De pétalas em pétalas ao chão...
Que chorem as rosas agora,
No despertar do tempo,                                                                                                               
Não de dor,
Sim de amor, jamais ilusão.
Que chorem as rosas agora,
Nas pétalas brancas do amor...

Rosana de Sá Lara.

Batom

O tom do batom, rosa,
Marcava o contorno dos lábios,
Brilhava o desejo, a alma,
No meu mais lindo sorriso,
 O beijo, mas preciso,
A cor do batom, o amor,
O abraço se chamava saudade,
Dos contidos lábios o tom,
De rosa paixão, o aperto de mãos,
O mais puro tom,
Do batom nem tão caro assim,
O amor tão esperado por mim,
O tom que mais gosto,
Do gesto repentino,
Aposto,
Nem só tom, nem só batom, mas também amor...

Rosana de Sá Lara.

Borboleta azul

Borboleta azul, 
Com suas asas tremulas,
Na imensidão do céu, refletia com sua própria luz,
Entre tantas as outras a mais linda jamais vista antes,
Um azul tão profundo,
De asas cintilantes,
Circulavam a minha volta,
Leve, como plumas,
Parecia que Deus soprava-a para mim,
Podia-se ouvir o sussurro das asas,
Nas pétalas das flores mais belas,
Quase, quase toquei, nela, na borboleta azul do tempo.
Apagava de mim o momento,
No mundo mágico,
Do azul profundo,
Sem destino marcado,
Como um toque de DEUS...
A Borboleta azul do tempo...
Debatia-se ao vento,
Eu ali parada,no azul profundo da borboleta do tempo.

Rosana de Sá Lara.

Emudece-se

Não te reconheço nos teus gestos,
Na tua pele, no teu corpo,
Oculta a mim, o teu ser,
Emudece-se, em teu ser,
Não sei bem quem évocê.
Que sugeres por nos dois...
Que passado restou,
Por que eu, amor...
Porque não nós dois,
Porque deixar tudo para depois.

Rosana de sá Lara.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lagrimas.

Lagrimas, salgadas,
 Doces gotas de saudade...
Lagrimas de rosas,
Jorram, inundam,
Pequenas na alma,
Imensas na dor...
Lagrimam gotas de amor,
Orvalho de sentimentos...
Deixam cair a mim,
Afogar a alma,
Deixam rolar ao chão,
E nadar no rio de lagrimas,
E pular suas ondas,
E levar o caixote da vida, boiar em direção,
As lagrimas da despedida,
Pequenas gotas em vão...
Lagrimas da vida,
Lagrimas do meu coração.

Rosana de Sá Lara.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pérolas...

E chamavam atenção às pérolas,
Não era o vestido estampado,
Nem o cabelo arrumado, nem o sapato caro, tão pouco o brilho dos lábios...
As palavras vagas,
A paisagem disperça,
O momento sublime,
Tais pérolas preciosas...
De singela realeza,
Eterna beleza,
Focalizada entre tantas outras jóias raras,
Tudo tão perfeito,
O destino se cumprindo,
Você me sorrindo...
O olhar fixo no colar,
Envolto a mim,
Mudo nos pensamentos,
Que palavras eram aquelas?
Roubadas pelas mais lindas pérolas...

Rosana de Sá Lara.

setembro...

Setembro, eu me lembro,
Uma breve despedida.
Cruzei uma avenida,
Mês que nasci mês que deixei você partir,
Setembro de sonhos,
De desilusão,
Eu me lembro,
Seus olhos com meus,
O doce beijo,
Nossos planos,
Um simples Adeus.
Setembro...
E eu, continuo, te querendo.
Sim, eu me lembro.

Rosana de Sá Lara.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

me vou...

E pra onde vou, não sei,
Se você vem ou não,
Se te deixo,
Ou apenas te guardo comigo,
Despeço-me ou não,
Ou deixo rastro no caminho,
Se me vou por completo,
Ou deixo alguma lembrança,
Se há alguma palavra a ser dita, se te digo, ou deixo uma pista,
Se me vou, ou se fico,
 Começo, ou termino,
Se me vou sem destino,
Sigo reto, ou viro a curva,
Se há tempo, ou resta pouco, ,
 Se há mesmo um destino,
Se há felicidade não sei,
 Eu me vou mesmo assim
O que vivi, vivi,
O que deixei, deixei,
Se você é louco, não sei,
É hora de partir,
As respostas só quem tem,
Deus,
Eu me vou,
Tudo que sou,
Tudo que para traz ficou...  

Rosana de Sá Lara.

Alma

Havia amor nos seus olhos,
 Vejo seu interior, enxergo você, consigo ler seus anseios, desejos,
Inclusive os segredos,
Nos seus olhos, vejo sua alma,
Seus sonhos,
Nos seus olhos, vejo o brilho da vida, a luz, Deus, a Fe que transborda em você...
Eu consigo me ver, refletida, entre a certeza do amanha e o futuro em segredo,
Seus olhos revelam sua alma, cujas respostas cabem a Deus
Alma, resumo de vida,
Gerada em fatos escritos no destino de cada um de nos...
Que não escolhemos, aceitamos como parte de um todo, almas planejadas...
Alma minha, olhos meus,
No caminho te vi
Na alma que vivi,
Estava você me amor,
Meu eu.
Rosana de Sá Lara.

vermelhas...

Vermelhas, de deslumbrante cor, singela beleza...
Desabrochavam felicidade, perfumavam o ar,
Marcavam momento,
Deixaram saudade,
Vermelhas, tocantes,
Aquelas flores, deixadas na alma
 Substituíam palavras,  nunca ditas,
Foram expressas em pétalas,
As quais não me esqueci,
Vermelhas em meu ser,
O jardim, onde era  não sei,
Quiser eu saber,
Talvez alem das rosas,
Ficara também,
O amor deixado pra traz,
Nos espinhos, que toquei,
Se houve mesmo amor
Eu não sei.

Rosana de Sá Lara.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

pétalas

Havia pétalas no caminho,
Um caminho incerto e inseguro,
Que me levavam a você
Seguia as pétalas, e o perfume delas,
E achei que segui-las valia apena...
E o vento que soprava as espalhava, me perdi algumas vezes...
Insistentemente as seguia,
E percebi que o caminho era longo, e obscuro,
Mas trilhavam ao sucesso,
Pétalas brancas, de singela beleza,
Era impossível não segui-las...
Eu seguia, em linha reta, ao seu destino.
Confiando nos meus passos,
E quanto mais se espalhavam, La estava eu, juntando pétalas, por pétalas,
Acreditando,
Num futuro incerto,
Enfeitiçada com seu perfume,
E na intuição da alma feminina...
Da mulher esquecida,
Da saudade contida,
Pra onde elas me levariam,
E o que havia no fim do caminho,
Será que era a felicidade
Mas as pétalas não paravam de cair, como neve no inverno,
De majestosa beleza,
Pétalas brancas...
E eu de passos lentos,  
 Atenta, mas jamais desisti...
E pra minha surpresa, vi você segurando um buque,
De rosas brancas,
E eu juntando pétalas por pétalas,
Quando na verdade, todas elas me pertenciam, há tanto tempo
De brancas rosas,
A tal felicidade atingida,
De ter você ao meu lado,
Valeu apena segui-las,
Só pra não te perder de vista...
Brancas pétalas jamais esquecidas...

              Rosana de Sá Lara.

adeus ao amor...

  E eu disse adeus ao amor, o deixei ir, sem olhar para traz, simplesmente partir, eu não vi a porta de entrada, nem bati nela, simplesmente, passei direto, sem dar curvas, sem saber ao certo para que lado... Eu enxerguei o amor de frente, porque sabia que era ele desde o primeiro olhar,porque ouvi uma voz que dentro de mim dizia, siga em frente...
Eu segui em frente...  E vi e ouvi a voz de Deus.
Porque ele queria que eu aprendesse a amar...
E posso dizer, o amor nada mais e que uma condição de deus a ser feliz, na simplicidade da divisão a dois, sem o egoísmo, a prepotência de um só... Porque amar e dividir, para depois multiplicar tudo, em nome... De Jesus... E se Jesus esta ali, diante de todo o caminho... Há amor de verdade...
Rosana de Sá Lara.

Libélulas...

Libélulas...
Vão se as libélulas ao ar...
De todas as cores, de muito sol, muitos amores,
De lilás deslumbrante, libélulas...
Dentre elas você
Que jamais passou despercebido...
Por tal beleza...
Libélulas, amor,
Todas elas me fazem lembrar-se de você...
Que vão e vem ao ar, mas com destino certo...
No infinito céu azul...
Entre a nuvem branca mais alta,
Distantes...
Mas com retorno certo...
Libélula despeça do tempo...
Libélulas, libélulas, libélulas...
            
           Rosana de Sá Lara. 

Rosas brancas

Eram rosas brancas, talvez as mais lindas que já vi,
De perfume singelo,
Inesquecível,
Desabrochando amor,
Um jardim, deslumbrante,
Entre o verde da grama,
Parecia uma obra de arte raríssima,
Eu vi rosas por todos os lados,
Como nuvens brancas no céu...
Neste instante estava você no pensamento,
E as rosas só faltaram falar,
Como e gostoso te amar,
E em toda a paisagem,
La estava você amor,
De branca saudade,
No desabrochar da flor...

          Rosana de Sá Lara.